quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O Diário de um Emo - Capítulo Um



Querido diário.
Eu sou u Emo. Emo, lógico, num eh meu nome.
Como ti disse na outra página, naum nasci emo... tudo começou com uma minina.

Eu era um minino normal, sabe. Tinha 14 anox, e era meu primeiro dia de aula no meu novo colégio, o Santa Helena. Era o primeiro ano do ensino médio, entaum tinha mee separado de todos us meus miguxos.
Naum conhecia ninguém, cheguei quieto e fui lah pru fundaum, isoladu nu meu canto, com medo du novo...
A sala foi se enchendo, e parecia que todo mundo jah se conhecia. Achei que seria o único aluno novo. Já previa um ano chato e isolado. Pra ajudar no tédio, a primeira aula foi de Português... a segunda de Literatura...
Como faz falta um miguxo nas aulas de Literatura! Eu tinha desistido e jah começava a pegar nu sono quando, nu começo da aula de Química a porta se abre. Levanto u pescoço com uma curiosidade de quem implora por ver algum rosto conhecido.
E pra variar naum era ninguém conhecido. Pelo contrário. Era completamente desconhecido para mim. Estranho, eu diria... mas ao mesmo tempo fascinante.
Era uma garota. Sim, sim. A minina que me fez emo.
Ela abriu a porta e foi entrandu, como se o professor naum tivesse autoridade nenhuma. Naum pediu licença, nem falou oi. Ela usava uma saia preta, curta e rodada, coisa que naum se via numa escola onde era obrigatório uso de uniforme e calça. Ela ateh usava a blusa do uniforme, mas essa era toda rasgada e com um corte estratégico na frente, valorizando seus... err... sua respiração. Usava tênis com estrelinha, meia colorida ateh u meiu da canela.
Sentou num dos únicos lugares vagos, ao meu lado. Ela tinha uma revista em inglês que eu não conhecia, mas falava algo sobre pânico numa discoteca. Anotei para procurar no Google.
Ela tinha o cabelo bem preto e maquiagem no olho. Achei esquisita, mas naum pude deixar de reparar no quanto ela era bonita...
Tinhamos um tal ato cívico no intervalo e depois estaríamos dispensados. Os alunos saiam e eu juntava minha tabela periódica, um Machado de Assis e algumas apostilas, quando ela chegou pra falar comigo...
- Vi voxê sozinho aí... isolado. Voxê é emo?
Inicialmente achei que ela tinha algum problema de dicção, mas depois descobri que era soh o jeito dela falar.
- Emo? Que isso? Eu sou ma...
- Aff. Não sabe o que é emo né?
- Err. Não.
- Procura no dicionário, então. Um dos bons, miguxo.
- Migu...quê?
Naum deu tempo nem de ouvir minha pergunta e saiu. O que ela queria dizer?
Ia saindo da sala quando um minino de óculos fundo de garrafa me chama.
- Hey cara... Pro seu bem: Não chega perto daquela mina!

Fiquei sem saber o que pensar, e vou parar de escrever!

Querido diário, até a próxima...

Traduzido com ajuda de um dicionário emo para melhor compreensão de todos, mas mantendo alguns termos para a fidelidade poética do texto.

4 comentário(s):

Gabriel Rossini disse...

LOL. Ótimo!!!

Leticia (aka Leticce ) disse...

ahhaahahhahaahahahaha

web friends... disse...

Credo seu emo desgracad vai toma no seu cu com esta historinha d emo lazarento!!! PUNK IS NOT DEAD.....!FUCK THE EMOS!!!!!

Angelica disse...

Eu amo que você tem os penteados e acessórios que você usa. Para mim, eu seria muito bonito cabelo rosa. Pode transformar o seu cabelo em cabelos coloridos e dar mais onda. Beijos