quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sweet China Boy [parte 02]



No capítulo anterior, o jovem Mao Tsé-Tung se mudou para Changsa, a capital da província onde morava, atrás de algum trabalho fácil e estudos mais fáceis ainda.

Já tinha seis meses que Mao lavava pratos em um restaurante fétido do outro lado da rua. Era um trabalho bem cansativo e ingrato, já que lavar pratos só cansa e não trás nenhum benefício, exceto ter as unhas sempre limpas. Seu salário era tão pequeno quanto seus olhos e sua vida social se resumia a dizer "bom dia" à patroa logo antes de levar alguma bronca aleatória. Mas nada disso tirava do coração do jovem Mao o desejo ter algo melhor para comer do que pastel de arroz.

Mao já havia feito sua inscrição para uma vaga na escola do bairro, se é que se podia chamar aquilo de escola. Era um lugar dominado por valentões lutadores de kung-fu, vendedores de ópio e garotas promíscuas sem amor-próprio. Mas, apesar de tudo, o nosso querido Zé-donguinho estava feliz por frequentar aquele imundo e deprimente templo do saber

No dia anteior ao início das aulas, ele foi à papelaria para comprar um caderno. Ele queria muito um com a capa dos Power Rangers, mas o preço era quatro vezes o seu salário, então se contentou em comprar um caderno de capa vermelha com páginas meio amareladas. Como era seu sonho ter o caderno dos Power Rangers, escreveu na capa "Livro do Ranger Vermelho", mas acabou passando, sem querer, a mão em cima das palavras "do ranger" que borraram e ficaram ilegíveis.

Sua primeira semana de aula foi muito empolgante para Mao. Ele conheceu algumas pessoas e levou menos voadoras e golpes do cisne perneta do que imaginara. Logo ele se tornou amigo do professor Sun Yat Sen, que lecionava a matéria "Origamis sobre Confúcio e Revoluções Ocidentais". Mas o que ele aprendeu com esse professor não importa, já que foram nesses dias que ele conheceu a jovem e bela Luo Yixiu. Ela era aquele tipo de garota tímida, que passa o tempo na biblioteca atrás de algum livro empoeirado, só porque não sabe conversar e fazer amigos. Enquanto Mao tinha quatorze anos, a jovem Luo já tinha vinte, mas essa diferença de idade não parecia ser um impecílho ao coração do pequeno Mao Tsé Tung.

Com a puberdade florecendo e os hormônios explodindo em formas de espinhas, Mao viu que estava apaixonado e queria aquela garota para si. Nada o faria mudar de ideia. Ele jogou seu charme do interior, contou sobre sua família e sobre a plantação de arroz. A jovem Luo Yixio, que também havia vindo do interior, se entregou prontamente ao jovem rapaz. Ela, claro, não era a primeira vítima do charme de Mao. Quando ainda era chamado apenas de Zé-donguinho, nosso jovem herói levava pequenas e inocentes garotianhas ao galinheiro para conhecerem os prazeres amor. Ele tinha muitas boas lembranças daquele lugar, afinal, foi ali que ele teve sua primeira experiência, com Gertrudes, a bota-ovos da família.

Depois de um ano de paixão intensa, Mao, com quinze belos anos, decidiu se casar com aquela garota que tinha idade para ser sua mãe irmã bem mais velha. Mao só tinha olhos para ela, lá ela, tinha olhos para Mao, para bolos de arroz, pastéis de palmito e yakisoba. No capítulo seguinte, saberemos sobre o triste fim do primeiro casamento de Mao e o seu começo como revolucionário. E se você ainda quer saber o fim que Mao deu no bambú, aguarde nosso próximo capítulo.

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Atenção, esse material é de origem fantasiosa e não deve ser utilizado em trabalhos escolares ou levado à sério por pessoas sem senso de humor, bem como por oficiais do governo chinês.

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